Esse texto não deve ter relação algum com nenhuma das outras coisas que eu já escrevi.
Era um fim de tarde ensolarado em uma cidade movimentada. Algumas pessoas comiam em uma lanchonete simples. A uma das mesas, sentavam um jovem já idoso e um idoso ainda jovem. O primeiro comia um sanduíche de inexistência e o segundo tomava um chá de orgulho. O idoso ainda jovem mexia seu chá para que o açúcar se misturasse ao líquido adequadamente e formava um redemoinho dentro da xícara.
Ciclos se repetem para sempre, mas não literalmente.
À mesa ao lado sentavam quatro moças: Morte, Riqueza, Sabedoria e Nami. Elas estavam jogando um jogo de baralho chamado bacará e as apostas estavam altas. A Morte apostava a existência, a Riqueza apostava a poeira em alto mar, a Sabedoria apostava as florestas de Marte e Nami apostava a tempestade de dentro da xícara do chá de orgulho.
É só quase para sempre.
Na xícara, o redemoinho ganhava força e um navio que tinha a própria Verdade como conteúdo navegava pelas águas tempestuosas. Em meio à crescente ventania, aviões sem seus pilotos voavam rumo à destruição.
Mais cedo ou mais tarde tudo chega a um fim
O jogo foi todo jogado errado e uma tigela de sagu que estava sobre uma terceira mesa tremia de medo. Não houve vencedores naquela partida, mas alguém certamente foi o perdedor.
Chega a um fim mas não deixa de existir.
Você, leitor, vai ter um sonho daqui a exatos 19 anos e 3 meses. O texto que você acabou de ler é livremente baseado nesse sonho. Aguarde a confirmação de seu cadastro na vida real e abrace a pessoa amada mais próxima de você.
Porque nada é esquecido.
Agora.
sábado, 18 de janeiro de 2014
Entre 5150
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Os Guardiões da Morte
"Ouça o rugido do Leão.
Antes do início, já havia a morte. No início, a morte deveria ter sido destruída, mas foi guardada. Aqueles que salvaram a morte se esconderam sob o chão. Veio então o fogo e a luz, que colocaram tudo onde deveria estar e espalharam as raças e tribos pelo mundo. Depois do início, as tribos começaram a se unir e formar os reinos." - O Livro de Fly, capítulo 1
Era primavera e o dia tinha sido quente. A menina Kiva brincou com seus amigos pelas ruas de Perfeição, capital do reino de Sempremais, e já estava cansada ao fim da tarde. Depois de jantar e tomar um banho, ouvia as histórias que seu avô contava no seu quarto.
Antes do início, já havia a morte. No início, a morte deveria ter sido destruída, mas foi guardada. Aqueles que salvaram a morte se esconderam sob o chão. Veio então o fogo e a luz, que colocaram tudo onde deveria estar e espalharam as raças e tribos pelo mundo. Depois do início, as tribos começaram a se unir e formar os reinos." - O Livro de Fly, capítulo 1
Era primavera e o dia tinha sido quente. A menina Kiva brincou com seus amigos pelas ruas de Perfeição, capital do reino de Sempremais, e já estava cansada ao fim da tarde. Depois de jantar e tomar um banho, ouvia as histórias que seu avô contava no seu quarto.
— ... E foi assim que Tauren resgatou a princesa do fabuloso Reino de Sup.
— Mas, vô, essa história eu já ouvi mil vezes! Conta alguma outra?
— Tudo bem... — O avô de Kiva coçava a própria barba tentando pensar em alguma história que já tivesse contado à neta há tanto tempo que ela deveria ter esquecido, mas não conseguiu pensar em nada. — Que história você quer ouvir?
— Não sei... — A expressão de dúvida de Kiva foi subitamente substituída por uma de euforia — Me conta sobre Os Mecânicos! Por favor! Conta, vai!
A princípio, o avô relutou em contar, mas sabia que a neta não desistiria dessa ideia tão cedo, então começou:
— Está certo. Saiba que essa é uma lenda muito antiga e eu nem imaginava que um dia você iria ouvir falar desse assunto —, disse o avô, enquanto se acomodava melhor na cama. — Dizem que antes do nosso surgimento, havia um povo que morava nesse mundo. Também dizem que quase tudo que eles tinham, suas tribos, seus reinos, suas memórias, quase tudo, foi destruído com o fogo do céu. E, você sabe, o fogo do céu foi o que nos colocou aqui. Luz e fogo, aquela história toda. Acontece que algumas pessoas do povo de antes do início se esconderam debaixo da terra pra tentar proteger suas coisas. A lenda diz que eles salvaram as máquinas. Essas máquinas-
— Vô, o que são máquinas? —, interrompeu Kiva.
— Imagine ferramentas. Existem várias ferramentas com inúmeras utilidades. — explicou o avô — Temos martelos, rodas, picaretas, pás, alavancas... Máquinas são coisas que misturam mais de uma ferramenta. Pode ser repetição da mesma ferramenta ou ter várias diferentes. Por exemplo, se você junta duas alavancas simples, você tem...
— Uma pinça? —, completou Kiva.
— Exatamente. E, se quiser, você pode juntar duas alavancas de um jeito um pouco diferente e uni-las a duas lâminas e você tem uma tesoura. Entendeu agora o que são máquinas?
— Sim, vovô. Agora continue falando dos Mecânicos, por favor.
— Certo... Os Mecânicos guardaram máquinas de antes do início, mas não eram máquinas comuns, como as que temos hoje. Eram muito mais complexas do que podemos imaginar. E eram feitas de luz e metal. Tinham luz dentro delas e precisavam de luz para funcionar.
— Mas o que faziam essas máquinas?
— Não sei, Kiva, mas sei que não devia ser coisa boa. Tanto que o pessoal das ilhas independentes chama Os Mecânicos de "Guardiões da Morte". Tudo que havia antes do início-
— ... era morte, blá, blá, blá... — interrompeu Kiva, novamente — Eu sei disso. Agora sei que eles moravam debaixo da terra também, mas... Ainda não sei onde fica essa terra em que eles se enterraram.
— Me diga uma coisa, Kiva, você sabe o que tem ao norte? E não, não estou me referindo ao Reino de Nuncamenos.
— As ilhas independentes? — Kiva pensou por mais alguns segundos — ... Já sei! O Mar da Morte?
— Não, Kiva. Mais acima.
— As Terras Proibidas! — respondeu Kiva com cara de espanto — É por isso que elas são proibidas?! Eu achava que lá tinha muitos monstros. Não sabia que era lá que moravam Os Mecânicos.
— Olha, na verdade, chamam de Terras Proibidas porque nenhum navegador nunca conseguiu chegar lá. Se alguém conseguiu, não voltou pra contar o que encontrou. Mas tem gente que acredita que é lá que vivem Os Mecânicos.
O avô não conseguiu conter um bocejo e percebeu que já estava ficando tarde.
— Kiva, o vovô já está ficando cansado e você precisa ir dormir. Sua mãe me falou que vai levar você para os campos amanhã e te ensinar a manejar o arco e flecha. Quem sabe você não entra para a Guarda Real quando crescer, igual a todas as mulheres da família?
— Vô, eu não quero ser da Guarda Real. —, respondeu Kiva, com empolgação — Eu quero ser uma exploradora! Quero atravessar os oceanos e ver os elfos. E eu também vou ser a primeira pessoa a navegar pelo Mar da Morte. Vou visitar as Terras Proibidas e depois voltar pra contar o que eu encontrei lá.
— Tudo bem, criança, mas saiba que se você quiser fazer tudo isso, vai precisar saber lutar pra derrotar qualquer monstro feroz que aparecer no seu caminho.... — disse o avô, querendo encontrar um forma de encerrar logo aquela conversa e ir dormir — E o mais importante: vai precisar estar descansada. Agora deite e feche os olhos.
O idoso beijou a neta na testa, apagou a lamparina e saiu do quarto. Kiva se deitou tentando pensar em todas as maravilhas que ainda poderiam ser descobertas. Naquela noite, sonhou com aventuras no continente dos Elfos, sonhou com os mistérios das Terras Proibidas e com as fabulosas máquinas de antes do início. A garota mal podia esperar para desbravar o mundo, conhecendo todas as realidades que eram lendárias e todas as lendas que eram reais.
— Vô, o que são máquinas? —, interrompeu Kiva.
— Imagine ferramentas. Existem várias ferramentas com inúmeras utilidades. — explicou o avô — Temos martelos, rodas, picaretas, pás, alavancas... Máquinas são coisas que misturam mais de uma ferramenta. Pode ser repetição da mesma ferramenta ou ter várias diferentes. Por exemplo, se você junta duas alavancas simples, você tem...
— Uma pinça? —, completou Kiva.
— Exatamente. E, se quiser, você pode juntar duas alavancas de um jeito um pouco diferente e uni-las a duas lâminas e você tem uma tesoura. Entendeu agora o que são máquinas?
— Sim, vovô. Agora continue falando dos Mecânicos, por favor.
— Certo... Os Mecânicos guardaram máquinas de antes do início, mas não eram máquinas comuns, como as que temos hoje. Eram muito mais complexas do que podemos imaginar. E eram feitas de luz e metal. Tinham luz dentro delas e precisavam de luz para funcionar.
— Mas o que faziam essas máquinas?
— Não sei, Kiva, mas sei que não devia ser coisa boa. Tanto que o pessoal das ilhas independentes chama Os Mecânicos de "Guardiões da Morte". Tudo que havia antes do início-
— ... era morte, blá, blá, blá... — interrompeu Kiva, novamente — Eu sei disso. Agora sei que eles moravam debaixo da terra também, mas... Ainda não sei onde fica essa terra em que eles se enterraram.
— Me diga uma coisa, Kiva, você sabe o que tem ao norte? E não, não estou me referindo ao Reino de Nuncamenos.
— As ilhas independentes? — Kiva pensou por mais alguns segundos — ... Já sei! O Mar da Morte?
— Não, Kiva. Mais acima.
— As Terras Proibidas! — respondeu Kiva com cara de espanto — É por isso que elas são proibidas?! Eu achava que lá tinha muitos monstros. Não sabia que era lá que moravam Os Mecânicos.
— Olha, na verdade, chamam de Terras Proibidas porque nenhum navegador nunca conseguiu chegar lá. Se alguém conseguiu, não voltou pra contar o que encontrou. Mas tem gente que acredita que é lá que vivem Os Mecânicos.
O avô não conseguiu conter um bocejo e percebeu que já estava ficando tarde.
— Kiva, o vovô já está ficando cansado e você precisa ir dormir. Sua mãe me falou que vai levar você para os campos amanhã e te ensinar a manejar o arco e flecha. Quem sabe você não entra para a Guarda Real quando crescer, igual a todas as mulheres da família?
— Vô, eu não quero ser da Guarda Real. —, respondeu Kiva, com empolgação — Eu quero ser uma exploradora! Quero atravessar os oceanos e ver os elfos. E eu também vou ser a primeira pessoa a navegar pelo Mar da Morte. Vou visitar as Terras Proibidas e depois voltar pra contar o que eu encontrei lá.
— Tudo bem, criança, mas saiba que se você quiser fazer tudo isso, vai precisar saber lutar pra derrotar qualquer monstro feroz que aparecer no seu caminho.... — disse o avô, querendo encontrar um forma de encerrar logo aquela conversa e ir dormir — E o mais importante: vai precisar estar descansada. Agora deite e feche os olhos.
O idoso beijou a neta na testa, apagou a lamparina e saiu do quarto. Kiva se deitou tentando pensar em todas as maravilhas que ainda poderiam ser descobertas. Naquela noite, sonhou com aventuras no continente dos Elfos, sonhou com os mistérios das Terras Proibidas e com as fabulosas máquinas de antes do início. A garota mal podia esperar para desbravar o mundo, conhecendo todas as realidades que eram lendárias e todas as lendas que eram reais.
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terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Unchained
Como todos sabem, eu sempre gosto de fazer um post de fim de ano sobre considerações e coisas do tipo de ano novo.
The Angels have the phonebox.
Mentira. Essa vai ser a primeira vez que eu vou fazer isso porque deu na telha.
Torçam por mim
Vamos falar de 007, de Doctor Who e do tempo.
A permissão não é mais preocupação.
Apesar de gostar de todos os atores que encarnaram o James Bond, meu favorito sempre foi o Sean Connery e quando eu era pequeno, eu não entendia por que ele não fez todos os filmes. Eu não percebia o óbvio, que ele envelheceu e a única forma de manter o personagem vivo para sempre era mudando o ator.
Já pensou que doido se o 9th fosse o War Doctor?
O mesmo aconteceu a Doctor Who. De tempos em tempos, o ator que faz o papel do Doutor precisa mudar. Ainda estou sofrendo um pouco com a saída do Matt Smith, meu favorito da série nova, mas acredito que eu vou gostar bastante do Peter Capaldi no papel.
It feels weird not to be a robot.
As coisas precisam mudar. Não completamente e nem tudo tem que mudar na mesma frequência ou da mesma forma, mas algum tipo de mudança precisa acontecer. Se as coisas permanecem as mesmas por muito tempo, elas ficam cansativas e irritantes. Até aquilo que você acha que está bom precisa se transformar mais cedo ou mais tarde. O tempo é essencial para a existência da perfeição. O tempo faz com que tudo envelheça e seja perfeitamente imperfeito.
It feels good not to be a robot.
Ok... Ficou estranho, mas dá pra entender.
As coisas não poderiam ser de outra forma.
Ok... Não dá pra entender.
Vejam Life.
Vamos em frente.
Vejam Um Século em 43 Minutos.
A divisão do tempo em anos, meses e dias foi feita para que nos lembrássemos de continuar mudando. Desejo que todos vocês presenciem e vivenciem mudanças mais bacanas do que simplesmente mudar a data que você escreve em cadernos ou que aparece no canto da tela do seu computador.
Que Deus abençoe vocês em 2014 e que vocês mudem pra melhor.
Vejam Searching for Sugar Man.
Until plus see.
Vocês são muito legais.
The Angels have the phonebox.
Mentira. Essa vai ser a primeira vez que eu vou fazer isso porque deu na telha.
Torçam por mim
Vamos falar de 007, de Doctor Who e do tempo.
A permissão não é mais preocupação.
Apesar de gostar de todos os atores que encarnaram o James Bond, meu favorito sempre foi o Sean Connery e quando eu era pequeno, eu não entendia por que ele não fez todos os filmes. Eu não percebia o óbvio, que ele envelheceu e a única forma de manter o personagem vivo para sempre era mudando o ator.
Já pensou que doido se o 9th fosse o War Doctor?
O mesmo aconteceu a Doctor Who. De tempos em tempos, o ator que faz o papel do Doutor precisa mudar. Ainda estou sofrendo um pouco com a saída do Matt Smith, meu favorito da série nova, mas acredito que eu vou gostar bastante do Peter Capaldi no papel.
It feels weird not to be a robot.
As coisas precisam mudar. Não completamente e nem tudo tem que mudar na mesma frequência ou da mesma forma, mas algum tipo de mudança precisa acontecer. Se as coisas permanecem as mesmas por muito tempo, elas ficam cansativas e irritantes. Até aquilo que você acha que está bom precisa se transformar mais cedo ou mais tarde. O tempo é essencial para a existência da perfeição. O tempo faz com que tudo envelheça e seja perfeitamente imperfeito.
It feels good not to be a robot.
Ok... Ficou estranho, mas dá pra entender.
As coisas não poderiam ser de outra forma.
Ok... Não dá pra entender.
Vejam Life.
Vamos em frente.
Vejam Um Século em 43 Minutos.
A divisão do tempo em anos, meses e dias foi feita para que nos lembrássemos de continuar mudando. Desejo que todos vocês presenciem e vivenciem mudanças mais bacanas do que simplesmente mudar a data que você escreve em cadernos ou que aparece no canto da tela do seu computador.
Que Deus abençoe vocês em 2014 e que vocês mudem pra melhor.
Vejam Searching for Sugar Man.
Until plus see.
Vocês são muito legais.
domingo, 17 de novembro de 2013
Todos Precisavam de Sapatos / A Cura Foi A Morte / Prólogo (?)
Todas as pessoas precisavam de sapatos. A maioria das pessoas usava sapatos. Muitas pessoas ganhavam dinheiro com a produção e o comércio de sapatos. Alguns ganhavam menos, como, por exemplo, o vendedor, que buscava no estoque o par de calçados que o cliente queria experimentar. Outros ganhavam muito mais, como os grandes acionistas de marcas famosas de tênis.
Havia sapatos de ótima qualidade, que duravam por muito tempo, mas também havia sapatos que ficavam facilmente gastos. Quando os sapatos ficassem gastos, seria necessário comprar novos. Isso era o que as pessoas que usavam sapatos acabavam fazendo eventualmente. Compravam sapatos, faziam o dinheiro circular, usavam os sapatos até que esses ficassem velhos, compravam novos e faziam o dinheiro circular de novo.
Bombas não tinham nada a ver com sapatos. Se você usasse a bomba uma vez, ela já não serviria mais e você precisaria comprar uma nova. Era melhor vender bombas do que sapatos. Mesmo os sapatos mais simples demoravam mais para ser gastos do que a melhor das bombas. As pessoas gostavam de dinheiro e era exatamente por isso que gostavam da guerra. Só precisavam de um motivo - bom ou ruim - para iniciar uma nova guerra.
Guerra sempre teve vários significados, inclusive morte. Curiosamente, o motivo encontrado para que se iniciasse a pior de todas as guerras não tinha nada a ver com morte.
Havia pessoas que acreditavam que sua cultura fosse superior a outras, gerando sentimentos de xenofobia e outros tipos de preconceito. Entretanto, havia quem acreditasse na ideia de que não há cultura melhor do que outra e que um cientista da África Subsaariana ou um cientista da Ásia são tão capazes de realizar uma descoberta revolucionária quanto um pesquisador norte-americano. O segundo grupo estava certo.
No fim da primeira década do século XXI, um grupo de cientistas do Qatar - não dos Estados Unidos ou da Europa - desenvolveu um novo medicamento. Não se sabe ao certo o que ele tratava. Alguns diziam que ele curaria diversos tipos de câncer, outros diziam que ele curaria a AIDS e havia até quem se arriscasse a dizer que era a droga que acabaria com toda e qualquer enfermidade do mundo. Só se tem certeza de que a cura foi a morte. Era o motivo que procuravam.
A indústria bélica visava lucrar com a guerra de modo geral e as grandes corporações farmacêuticas temiam encontrar seu fim, por isso financiaram os conflitos.
Infelizmente, a tecnologia não tinha avançado o suficiente apenas para impulsionar o desenvolvimento de remédios poderosos, mas também para proporcionar a invenção de armas mais destrutivas. Destrutivas o bastante para mergulhar o mundo no caos completo. Não foi nada surpreendente. Nada diferente do que já havia sido imaginado em livros, filmes, histórias em quadrinhos e jogos eletrônicos.
A humanidade torcia para que o tempo lhe presenteasse com um bom futuro, mas no lugar disso, foi brindada com um previsível apocalipse.
Havia sapatos de ótima qualidade, que duravam por muito tempo, mas também havia sapatos que ficavam facilmente gastos. Quando os sapatos ficassem gastos, seria necessário comprar novos. Isso era o que as pessoas que usavam sapatos acabavam fazendo eventualmente. Compravam sapatos, faziam o dinheiro circular, usavam os sapatos até que esses ficassem velhos, compravam novos e faziam o dinheiro circular de novo.
Bombas não tinham nada a ver com sapatos. Se você usasse a bomba uma vez, ela já não serviria mais e você precisaria comprar uma nova. Era melhor vender bombas do que sapatos. Mesmo os sapatos mais simples demoravam mais para ser gastos do que a melhor das bombas. As pessoas gostavam de dinheiro e era exatamente por isso que gostavam da guerra. Só precisavam de um motivo - bom ou ruim - para iniciar uma nova guerra.
Guerra sempre teve vários significados, inclusive morte. Curiosamente, o motivo encontrado para que se iniciasse a pior de todas as guerras não tinha nada a ver com morte.
Havia pessoas que acreditavam que sua cultura fosse superior a outras, gerando sentimentos de xenofobia e outros tipos de preconceito. Entretanto, havia quem acreditasse na ideia de que não há cultura melhor do que outra e que um cientista da África Subsaariana ou um cientista da Ásia são tão capazes de realizar uma descoberta revolucionária quanto um pesquisador norte-americano. O segundo grupo estava certo.
No fim da primeira década do século XXI, um grupo de cientistas do Qatar - não dos Estados Unidos ou da Europa - desenvolveu um novo medicamento. Não se sabe ao certo o que ele tratava. Alguns diziam que ele curaria diversos tipos de câncer, outros diziam que ele curaria a AIDS e havia até quem se arriscasse a dizer que era a droga que acabaria com toda e qualquer enfermidade do mundo. Só se tem certeza de que a cura foi a morte. Era o motivo que procuravam.
A indústria bélica visava lucrar com a guerra de modo geral e as grandes corporações farmacêuticas temiam encontrar seu fim, por isso financiaram os conflitos.
Infelizmente, a tecnologia não tinha avançado o suficiente apenas para impulsionar o desenvolvimento de remédios poderosos, mas também para proporcionar a invenção de armas mais destrutivas. Destrutivas o bastante para mergulhar o mundo no caos completo. Não foi nada surpreendente. Nada diferente do que já havia sido imaginado em livros, filmes, histórias em quadrinhos e jogos eletrônicos.
A humanidade torcia para que o tempo lhe presenteasse com um bom futuro, mas no lugar disso, foi brindada com um previsível apocalipse.
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sexta-feira, 18 de outubro de 2013
A Hora do Martelo
Anna viajava sob o nascer do Sol numa estrada cujo nome ela não
lembrava. Havia bastante mato dos dois lados. Ela estava em uma
motocicleta roubada. O verdadeiro dono já deveria estar morto há meses. A
moça não usava capacete. Achava isso imprudente, mas não tinha
encontrado o capacete e não quis perder tempo procurando. No lugar dele,
usava óculos escuros e um lenço estampado de naipes de baralho - do qual
ela não gostava - para proteger o rosto. Não tinha tanto cabelo esvoaçando. Ela o tinha cortado curto para não atrapalhar em nada, apesar de preferir longo. Presa às costas estava sua grande
mochila com mais duas mudas de roupa, salgadinhos, seu martelo, uma toalha, uma
escova de dentes e creme dental. Ela estava ficando preocupada com o
último item. Mais cedo ou mais tarde todo o creme dental do mundo se
esgotaria ou sairia de validade. Anna tinha decidido usar bicarbonato de
sódio e/ou folhas de hortelã quando isso acontecesse, mas ainda não
sabia onde encontraria essas coisas. Seu único agasalho era o que estava
usando no momento para resistir ao vento da estrada. Também usava uma
calça masculina (as da mochila também eram). Anna, assim como qualquer
pessoa com bom senso, odiava os bolsos das calças femininas e mantinha o
martelo no bolso quando precisava entrar em algum lugar sem a mochila.
Needles and Pins
Esse martelo estava com ela praticamente desde o momento em que ela percebeu que ficar esperando em casa não salvaria sua vida e decidiu vagar pelo mundo. Um dos primeiros pensamentos foi "Posso precisar me defender e esse martelo vai me ajudar. Também posso precisar pregar alguma coisa ou arrancar algum prego, mas isso é improvável.". Alguma hora ela poderia precisar de um martelo.
Eu sabia o que aconteceria.
A motociclista avistou uma construção à beira da estrada a uns dois quilômetros. Ao se aproximar, viu que era um posto da polícia rodoviária abandonado. Resolveu parar para ver se encontrava algo de útil lá dentro. Talvez houvesse alguma comida que não estivesse estragada, armas e até mesmo um vestiário em que pudesse tomar banho. Fazia alguns dias desde a última vez que tomara banho... Ou muitos. Ela não tinha certeza e não queria pensar no assunto. Só lembrava que tinha sido num rio e não foi confortável. Pessoas tomavam banho em rios nos filmes em ocasiões diversas e sempre parecia divertido, mas na prática não era. Anna queria tomar um banho de verdade. Com sabonete, de preferência.
Bléh
Estacionou a moto em frente ao posto. Olhou pela janela e não viu ninguém lá dentro. Ao entrar, poderia procurar as tais armas ou comida, mas a ideia de tomar banho estava pulando na sua mente e ela foi direto procurar o vestiário. Ele não era muito grande. Apenas um corredor um pouco largo com armários dos dois lados e um banco comprido no meio. Um pé-de-cabra estava no chão próximo à entrada. Anna o ignorou. As janelas acima dos armários de um dos lados deixava um boa luminosidade entrar. Os boxes com chuveiros estavam no fim do corredor. Anna apoiou a mochila no banco e tirou uma das mudas de roupa e a toalha de dentro. Se despiu e entrou debaixo de um dos chuveiros. A água estava fria, mas ela não se importou. Também não se incomodou com o sabonete extremamente ressecado que estava ali. Era melhor do que qualquer coisa que ela já tivesse encontrado durante sua jornada. Durante o banho, pensou em lavar as roupas anteriores e deixá-las para secar enquanto vasculhava o posto policial. O lugar parecia tranquilo e, talvez, ela não fosse incomodada nesse período. De qualquer forma, não era prudente perder tempo, então não demorou no banho tanto quanto queria poder demorar. Ela fechou o chuveiro, se enxugou e se vestiu rapidamente.
Assim que Anna pegou a toalha para estendê-la, ouviu as janelas de cima dos armários sendo estilhaçadas. Ela ficou entre as duas pessoas que pularam pra dentro do vestiário. A que estava mais próxima da entrada era um rapaz magricela de dentes podres vestido em trapos extremamente sujos. Anna não conseguiu identificar se a outra pessoa era um homem ou uma mulher, mas tinha a mesma aparência selvagem e avançou com velocidade impressionante para cima dela. Ela foi derrubada, mas conseguiu alcançar o martelo na mochila. Acertou uma martelada no nariz da pessoa que a atacou e se levantou rapidamente. Ao mesmo tempo, o rapaz pulou na direção dela e ela desferiu um golpe desajeitado na testa dele. As orelhas do martelo ficaram fincadas e ele caiu morto no chão. O outro ser selvagem pulou sobre as costas de Anna, derrubando-a, mas ela se livrou com uma forte cotovelada. Ela avistou o pé-de-cabra que vira ao entrar. Alcançou-o, acertou o adversário que já preparava outro ataque e ouviu o estalo do pescoço dele ou dela se partindo.
Anna esperou alguns segundos com o pá-de-cabra firme na mão até ter certeza de que ninguém mais a atacaria. Com o coração ainda acelerado, colocou as roupas anteriores dentro da mochila de forma desajeitada e pegou os óculos e o lenço de naipes de baralho. Desistiu de levar a toalha, que estava encharcada com o sangue do selvagem com o martelo na testa, e saiu correndo do posto policial. Torcia para encontrar em breve um lugar para abastecer a moto e continuar buscando por comida e armas. Se ela ficasse mais tempo ali, correria o risco de encontrar mais selvagens. Eles deveriam estar vivendo no meio do mato que cercava a rodovia.
Com o coração menos acelerado e ouvindo apenas o ronco do motor, Anna se afastava do posto policial espantada com a velocidade com a qual as pessoas já estavam se tornando animais. Ela sabia que aquele tipo de coisa aconteceria alguma hora, mas não que seria tão rápido. Fazia apenas uns dois anos que se podia dizer que o mundo era "terra de ninguém", como ela ouvira um homem que tinha uma caminhonete dizer em um bar semanas antes. Ela achava a expressão ridícula, mas não conseguia pensar em nenhuma melhor para descrever o mundo da forma que estava.
Por um momento, pensou que se preocupar com a pasta de dente era algo idiota. Os salgadinhos que carregava na mochila acabariam muito mais cedo do que a pasta de dente e eram muito mais importantes. Então se lembrou dos dentes podres dos selvagens que matara e chegou à conclusão de que, mesmo não sendo a maior das prioridades, a saúde bucal era necessária de um jeito ou de outro.
Assim que o matagal que cercava a rodovia acabasse e Anna se sentisse mais segura, ela pararia a moto para organizar o que carregava na mochila. As roupas totalmente bagunçadas estavam deixando-a com desconforto nas costas. É claro que não a deixava mais confortável o pé-de-cabra que segurava entre as costas e a bolsa. Quando parasse, também pensaria em algum jeito de amarrá-lo à garupa da moto ou à própria mochila.
Esse pé-de-cabra estava com ela porque era mais prático levá-lo do que perder tempo tentando arrancar o martelo da testa do rapaz. Um dos primeiros pensamentos foi "Posso precisar me defender e esse pé-de-cabra vai me ajudar. Também posso precisar mover algo pesado ou abrir alguma tampa metálica, mas isso é improvável.". Alguma hora ela poderia precisar de um pé-de-cabra.
Needles and Pins
Esse martelo estava com ela praticamente desde o momento em que ela percebeu que ficar esperando em casa não salvaria sua vida e decidiu vagar pelo mundo. Um dos primeiros pensamentos foi "Posso precisar me defender e esse martelo vai me ajudar. Também posso precisar pregar alguma coisa ou arrancar algum prego, mas isso é improvável.". Alguma hora ela poderia precisar de um martelo.
Eu sabia o que aconteceria.
A motociclista avistou uma construção à beira da estrada a uns dois quilômetros. Ao se aproximar, viu que era um posto da polícia rodoviária abandonado. Resolveu parar para ver se encontrava algo de útil lá dentro. Talvez houvesse alguma comida que não estivesse estragada, armas e até mesmo um vestiário em que pudesse tomar banho. Fazia alguns dias desde a última vez que tomara banho... Ou muitos. Ela não tinha certeza e não queria pensar no assunto. Só lembrava que tinha sido num rio e não foi confortável. Pessoas tomavam banho em rios nos filmes em ocasiões diversas e sempre parecia divertido, mas na prática não era. Anna queria tomar um banho de verdade. Com sabonete, de preferência.
Bléh
Estacionou a moto em frente ao posto. Olhou pela janela e não viu ninguém lá dentro. Ao entrar, poderia procurar as tais armas ou comida, mas a ideia de tomar banho estava pulando na sua mente e ela foi direto procurar o vestiário. Ele não era muito grande. Apenas um corredor um pouco largo com armários dos dois lados e um banco comprido no meio. Um pé-de-cabra estava no chão próximo à entrada. Anna o ignorou. As janelas acima dos armários de um dos lados deixava um boa luminosidade entrar. Os boxes com chuveiros estavam no fim do corredor. Anna apoiou a mochila no banco e tirou uma das mudas de roupa e a toalha de dentro. Se despiu e entrou debaixo de um dos chuveiros. A água estava fria, mas ela não se importou. Também não se incomodou com o sabonete extremamente ressecado que estava ali. Era melhor do que qualquer coisa que ela já tivesse encontrado durante sua jornada. Durante o banho, pensou em lavar as roupas anteriores e deixá-las para secar enquanto vasculhava o posto policial. O lugar parecia tranquilo e, talvez, ela não fosse incomodada nesse período. De qualquer forma, não era prudente perder tempo, então não demorou no banho tanto quanto queria poder demorar. Ela fechou o chuveiro, se enxugou e se vestiu rapidamente.
Assim que Anna pegou a toalha para estendê-la, ouviu as janelas de cima dos armários sendo estilhaçadas. Ela ficou entre as duas pessoas que pularam pra dentro do vestiário. A que estava mais próxima da entrada era um rapaz magricela de dentes podres vestido em trapos extremamente sujos. Anna não conseguiu identificar se a outra pessoa era um homem ou uma mulher, mas tinha a mesma aparência selvagem e avançou com velocidade impressionante para cima dela. Ela foi derrubada, mas conseguiu alcançar o martelo na mochila. Acertou uma martelada no nariz da pessoa que a atacou e se levantou rapidamente. Ao mesmo tempo, o rapaz pulou na direção dela e ela desferiu um golpe desajeitado na testa dele. As orelhas do martelo ficaram fincadas e ele caiu morto no chão. O outro ser selvagem pulou sobre as costas de Anna, derrubando-a, mas ela se livrou com uma forte cotovelada. Ela avistou o pé-de-cabra que vira ao entrar. Alcançou-o, acertou o adversário que já preparava outro ataque e ouviu o estalo do pescoço dele ou dela se partindo.
Anna esperou alguns segundos com o pá-de-cabra firme na mão até ter certeza de que ninguém mais a atacaria. Com o coração ainda acelerado, colocou as roupas anteriores dentro da mochila de forma desajeitada e pegou os óculos e o lenço de naipes de baralho. Desistiu de levar a toalha, que estava encharcada com o sangue do selvagem com o martelo na testa, e saiu correndo do posto policial. Torcia para encontrar em breve um lugar para abastecer a moto e continuar buscando por comida e armas. Se ela ficasse mais tempo ali, correria o risco de encontrar mais selvagens. Eles deveriam estar vivendo no meio do mato que cercava a rodovia.
Com o coração menos acelerado e ouvindo apenas o ronco do motor, Anna se afastava do posto policial espantada com a velocidade com a qual as pessoas já estavam se tornando animais. Ela sabia que aquele tipo de coisa aconteceria alguma hora, mas não que seria tão rápido. Fazia apenas uns dois anos que se podia dizer que o mundo era "terra de ninguém", como ela ouvira um homem que tinha uma caminhonete dizer em um bar semanas antes. Ela achava a expressão ridícula, mas não conseguia pensar em nenhuma melhor para descrever o mundo da forma que estava.
Por um momento, pensou que se preocupar com a pasta de dente era algo idiota. Os salgadinhos que carregava na mochila acabariam muito mais cedo do que a pasta de dente e eram muito mais importantes. Então se lembrou dos dentes podres dos selvagens que matara e chegou à conclusão de que, mesmo não sendo a maior das prioridades, a saúde bucal era necessária de um jeito ou de outro.
Assim que o matagal que cercava a rodovia acabasse e Anna se sentisse mais segura, ela pararia a moto para organizar o que carregava na mochila. As roupas totalmente bagunçadas estavam deixando-a com desconforto nas costas. É claro que não a deixava mais confortável o pé-de-cabra que segurava entre as costas e a bolsa. Quando parasse, também pensaria em algum jeito de amarrá-lo à garupa da moto ou à própria mochila.
Esse pé-de-cabra estava com ela porque era mais prático levá-lo do que perder tempo tentando arrancar o martelo da testa do rapaz. Um dos primeiros pensamentos foi "Posso precisar me defender e esse pé-de-cabra vai me ajudar. Também posso precisar mover algo pesado ou abrir alguma tampa metálica, mas isso é improvável.". Alguma hora ela poderia precisar de um pé-de-cabra.
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terça-feira, 24 de setembro de 2013
Porque já estava na hora
Outro dia tive no cursinho uma palestra sobre Carlos Drummond de Andrade, o poeta gauche.
Vai, Tinta! ser guache na vida.
"Gauche", em francês, pode significar várias coisas, inclusive canhoto. Carlos Drummond de Andrade se sentia deslocado, como um canhoto. Para ilustrar bem a situação, o professor pediu para que todos os canhotos levantassem a mão. Apenas aproximadamente 15% de uma turma de quase 300 pessoas era composto por canhotos. Foi nessa hora que eu tive a sensação de deslocamento. Nascido do lado errado do espelho. Fadado a ser só uma forma enantiomórfica do que a sociedade espera que você seja. Triste.
Can I have some remedy?
Mentira, eu nem sou canhoto.
Somebody get me a doctor!
Mas há uma história (que não é do Drummond, eu que inventei):
It's a bad time for being in love
Um ambiente. Ele é grande. Pode ser uma sala ou salão qualquer, mas talvez seja melhor imaginar como o saguão de um aeroporto. Todos zanzando pra lá e pra cá, por acreditarem que têm motivos e objetivos.
Entretanto todos estranham um homem no canto do saguão. Ele é louco? Ele está lá sentado, rindo de algo que ninguém vê. Rindo como se fosse a coisa mais hilária do mundo. Todos estranham, mas eventualmente voltam a ignorá-lo.
Uma batata frita com ketchup e mostarda
Mal sabem os transeuntes (está certo isso?) que o louco não ria de algo que eles não viam, e sim do fato de que eles não viam aquilo que ele encarava.
Senti falta de escrever coisas sem sentido :3
Moral da história: não sei. Isso nem faz sentido, mas parece um curta-metragem pra gente metida a culta, né?
O louco estava olhando pra alguma coisa e é esquisito olhar pra coisas. Você olha por muito tempo, mas não vê o que é ou o que está acontecendo, e, quando presta atenção de verdade, leva um susto porque parece completamente diferente do que era quando você resolveu começar a olhar!
Será?
Pode não ser. Talvez continue sendo a mesma coisa e você só tenha desviado o olhar sem querer pra algo totalmente diferente. Olhe ao redor pra ver se não perdeu o foco.
O foco pode ser o tempo.
O tempo está passando de forma diferente. Nós é que devemos obedecer ao tempo e não o contrário, logo, o tempo está sempre certo.... Mas não é o que parece. Ele parece estar passando da forma errada.
Do you remember
O microtempo está curto demais. O macrotempo está longo demais. Antigamente era o contrário. Era o contrário e não parecia o suficiente.... Mas ainda assim era melhor. Os dias sempre tinham gostos e cheiros bons.
the 15th afternoon
O que não mudou é que os idiotas continuam a te atrasar.
of october?
Repito: olhe ao redor pra ver seOPA, ACABOU DE BAIXAR O HIMYM AQUI :D
Vai, Tinta! ser guache na vida.
"Gauche", em francês, pode significar várias coisas, inclusive canhoto. Carlos Drummond de Andrade se sentia deslocado, como um canhoto. Para ilustrar bem a situação, o professor pediu para que todos os canhotos levantassem a mão. Apenas aproximadamente 15% de uma turma de quase 300 pessoas era composto por canhotos. Foi nessa hora que eu tive a sensação de deslocamento. Nascido do lado errado do espelho. Fadado a ser só uma forma enantiomórfica do que a sociedade espera que você seja. Triste.
Can I have some remedy?
Mentira, eu nem sou canhoto.
Somebody get me a doctor!
Mas há uma história (que não é do Drummond, eu que inventei):
It's a bad time for being in love
Um ambiente. Ele é grande. Pode ser uma sala ou salão qualquer, mas talvez seja melhor imaginar como o saguão de um aeroporto. Todos zanzando pra lá e pra cá, por acreditarem que têm motivos e objetivos.
Entretanto todos estranham um homem no canto do saguão. Ele é louco? Ele está lá sentado, rindo de algo que ninguém vê. Rindo como se fosse a coisa mais hilária do mundo. Todos estranham, mas eventualmente voltam a ignorá-lo.
Uma batata frita com ketchup e mostarda
Mal sabem os transeuntes (está certo isso?) que o louco não ria de algo que eles não viam, e sim do fato de que eles não viam aquilo que ele encarava.
Senti falta de escrever coisas sem sentido :3
Moral da história: não sei. Isso nem faz sentido, mas parece um curta-metragem pra gente metida a culta, né?
O louco estava olhando pra alguma coisa e é esquisito olhar pra coisas. Você olha por muito tempo, mas não vê o que é ou o que está acontecendo, e, quando presta atenção de verdade, leva um susto porque parece completamente diferente do que era quando você resolveu começar a olhar!
Será?
Pode não ser. Talvez continue sendo a mesma coisa e você só tenha desviado o olhar sem querer pra algo totalmente diferente. Olhe ao redor pra ver se não perdeu o foco.
O foco pode ser o tempo.
O tempo está passando de forma diferente. Nós é que devemos obedecer ao tempo e não o contrário, logo, o tempo está sempre certo.... Mas não é o que parece. Ele parece estar passando da forma errada.
Do you remember
O microtempo está curto demais. O macrotempo está longo demais. Antigamente era o contrário. Era o contrário e não parecia o suficiente.... Mas ainda assim era melhor. Os dias sempre tinham gostos e cheiros bons.
the 15th afternoon
O que não mudou é que os idiotas continuam a te atrasar.
of october?
Repito: olhe ao redor pra ver seOPA, ACABOU DE BAIXAR O HIMYM AQUI :D
quinta-feira, 11 de julho de 2013
EURSCQ
Há muito, muito tempo, eu fiz um post extremamente estranho e sem sentido e terminei dizendo que iria compensar fazendo um post sobre gibis na próxima vez que eu fosse à Comix. Eu fui à Comix várias vezes depois daquilo e esqueci de fazer o post. Acabei apenas fazendo mais um monte de posts estranhos como esse aí que eu falei.
Agora as coisas ficam mais claras e as escolhas têm motivos
Eis que eu passei muito tempo MESMO sem comprar gibi nenhum e isso estava realmente me fazendo mal. De verdade. Eu ficava me sentindo triste e até mesmo vazio quando pensava em gibis... MAS ESSA SEMANA EU FUI LÁ E COMPREI MUITA COISA. É, ainda estou com gibis atrasados, mas menos atrasados do que antes... e isso é muito bom.
Tudo apagou o passado e eu não posso mais visitá-lo
Eu ainda não acabei de ler tudo o que comprei, mas não consegui me segurar pra escrever sobre o assunto. Let's vamos.
Não sei se seria bom ou ruim, mas é necessário
Eu comprei Os Mortos-Vivos (é, eu não acho que esse nome traduzido seja tão horrível "hurr durr os caras não sabem traduzir meu" perto de The Walking Dead, mas tudo bem) e foi bem bacana porque eu comprei dois volumes de uma vez. Normalmente, os volumes se alternam entre um que acaba de um jeito extremamente tenso e outro que acaba não tão tenso. Dessa vez o último que eu li foi um que não acabou tão tenso, logo, não fiquei nervoso pra ler o próximo e isso é bom.
Talvez eu tenha que construir o futuro sem ter base.
Ainda sobre Os Mortos-Vivos, eu sinceramente gostaria que tivessem conseguido passar pra série de TV todo o suspense do gibi. Na primeira temporada eles até conseguiram, mas na segunda eu achei que ficou meio chato. Eu não estou reclamando da mudança de personagens. Estou ciente de que adaptação é adaptação etc. Só queria que o clima da HQ tivesse sido mantido. Torço para que fique mais legal na próxima temporada. Talvez eu volte a assistir.
Ou não.
Agora, Homem-Aranha. Os gibis demoram (ou demoravam) mais ou menos um ano pra serem publicados no Brasil após saírem nos EUA. No final do ano retrasado ou no começo do ano passado, não tenho certeza, li na internet algo sobre uma história chamada "Ilha das Aranhas" que estava saindo lá nos EUA em que todo mundo de Manhattan ganhava poderes aracnídeos. Eu achei isso extremamente ridículo. Entretanto, comecei a ler há alguns meses e nessa semana comprei as edições que finalizavam esse arco e.... É realmente legal! Não achei bobo nem nada. Foi legal mesmo. Ainda não acabei de ler tudo o que comprei do Homem-Aranha, mas já comecei a ler o arco posterior em que o Abutre recruta jovens para trabalharem o ajudando a cometer crimes e está bem legal até o momento.
Talvez eu faça parte do passado.
Além disso, eu comprei uma edição normal dos Vingadores, uma edição especial dos Vingadores, e uma edição de Ultimate Marvel.
Espero que eu também faça parte do presente.
Meu pai também fez a festa ao me acompanhar lá. Comprou o box com a primeira temporada de Terra de Gigantes, que é uma série legal pra caramba que você deveria ver, e a lata de colecionador de National Kid. Acabou que nós gastamos tanto que nos deram um desconto de 20 reais (que eu acho que poderia ter sido maior, mas fazeoq).
Torço para que o futuro seja supimpa.
A última vez que eu gastei tanto em compras relacionadas a quadrinhos foi quando eu fui pela primeira vez à Fest Comix.
Sdds Fest Comix.
Sdds Fest Comix.
Agora as coisas ficam mais claras e as escolhas têm motivos
Eis que eu passei muito tempo MESMO sem comprar gibi nenhum e isso estava realmente me fazendo mal. De verdade. Eu ficava me sentindo triste e até mesmo vazio quando pensava em gibis... MAS ESSA SEMANA EU FUI LÁ E COMPREI MUITA COISA. É, ainda estou com gibis atrasados, mas menos atrasados do que antes... e isso é muito bom.
Tudo apagou o passado e eu não posso mais visitá-lo
Eu ainda não acabei de ler tudo o que comprei, mas não consegui me segurar pra escrever sobre o assunto. Let's vamos.
Não sei se seria bom ou ruim, mas é necessário
Eu comprei Os Mortos-Vivos (é, eu não acho que esse nome traduzido seja tão horrível "hurr durr os caras não sabem traduzir meu" perto de The Walking Dead, mas tudo bem) e foi bem bacana porque eu comprei dois volumes de uma vez. Normalmente, os volumes se alternam entre um que acaba de um jeito extremamente tenso e outro que acaba não tão tenso. Dessa vez o último que eu li foi um que não acabou tão tenso, logo, não fiquei nervoso pra ler o próximo e isso é bom.
Talvez eu tenha que construir o futuro sem ter base.
Ainda sobre Os Mortos-Vivos, eu sinceramente gostaria que tivessem conseguido passar pra série de TV todo o suspense do gibi. Na primeira temporada eles até conseguiram, mas na segunda eu achei que ficou meio chato. Eu não estou reclamando da mudança de personagens. Estou ciente de que adaptação é adaptação etc. Só queria que o clima da HQ tivesse sido mantido. Torço para que fique mais legal na próxima temporada. Talvez eu volte a assistir.
Ou não.
Agora, Homem-Aranha. Os gibis demoram (ou demoravam) mais ou menos um ano pra serem publicados no Brasil após saírem nos EUA. No final do ano retrasado ou no começo do ano passado, não tenho certeza, li na internet algo sobre uma história chamada "Ilha das Aranhas" que estava saindo lá nos EUA em que todo mundo de Manhattan ganhava poderes aracnídeos. Eu achei isso extremamente ridículo. Entretanto, comecei a ler há alguns meses e nessa semana comprei as edições que finalizavam esse arco e.... É realmente legal! Não achei bobo nem nada. Foi legal mesmo. Ainda não acabei de ler tudo o que comprei do Homem-Aranha, mas já comecei a ler o arco posterior em que o Abutre recruta jovens para trabalharem o ajudando a cometer crimes e está bem legal até o momento.
Talvez eu faça parte do passado.
Além disso, eu comprei uma edição normal dos Vingadores, uma edição especial dos Vingadores, e uma edição de Ultimate Marvel.
Espero que eu também faça parte do presente.
Meu pai também fez a festa ao me acompanhar lá. Comprou o box com a primeira temporada de Terra de Gigantes, que é uma série legal pra caramba que você deveria ver, e a lata de colecionador de National Kid. Acabou que nós gastamos tanto que nos deram um desconto de 20 reais (que eu acho que poderia ter sido maior, mas fazeoq).
Torço para que o futuro seja supimpa.
A última vez que eu gastei tanto em compras relacionadas a quadrinhos foi quando eu fui pela primeira vez à Fest Comix.
Sdds Fest Comix.
Sdds Fest Comix.
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