terça-feira, 21 de maio de 2013

Com Barba e Sem Placa

Havia boatos.

A estrada passava por meio das montanhas. Subia e descia e era sinuosa como uma cobra. Há um bom tempo o silêncio já tinha caído e a noite já tinha chegado. O motorista da caminhonete ainda usava o chapéu, apesar da ausência da luz do Sol. A luz da Lua estava bloqueada pelas montanhas. Era exatamente por isso que ele ainda estava de chapéu. Ele gostava do chapéu e ninguém poderia julgá-lo ou rir da cara dele naquelas circunstâncias... ou em qualquer outra circunstância, provavelmente. Já fazia umas 3 semanas que ele não via nenhuma pessoa. Os únicos seres vivos que viu foram animais pequenos que caçou. Não que fossem suficientes para matar a fome. Estava vivendo mesmo era a base de alimentos enlatados que conseguia encontrar em cidadezinhas abandonadas.
Sem mensagem escondida dessa vez.
Enlatados e enlatados. Malditos enlatados! Não dava para viver sem comida, mas ele entregaria todas as latas por uma boa lâmina de barbear. Nos velhos tempos, não suportava deixar a barba por fazer, e, agora, não encontrava boas lâminas. Por que diabos eles levaram as lâminas boas embora?! "Não sei com que armas será lutada a 3ª Guerra Mundial, mas a 4ª será lutada com paus e pedras." Com lâminas é que não seria. Sua espingarda, pelo menos, estava ao seu lado.
Mentira. Tem sim.
Pelo retrovisor, ele viu a placa traseira de sua caminhonete cair na estrada, mas não se importava com isso. Ninguém se importava com isso e não haveria ninguém mais para se importar. Entretanto, a existência da placa o fez se lembrar de que aquilo era um carro e carros precisam ser abastecidos. O tanque estava na metade e não ia durar. Ele dirigiu por mais 40 minutos até se sentir sortudo. Avistou um posto de gasolina à beira da estrada. De longe não parecia abandonado por causa de uma única lâmpada acesa sobre uma bomba solitária de combustível. Ao se aproximar também notou uma lojinha de conveniência, mas ela estava toda apagada. O carro não parou de maneira brusca, mas foi o suficiente para que uma lata de feijão que estava no painel rolasse e acertasse o motorista entre as pernas. Malditos enlatados! Por que eu fui colocar essa porcaria aí em cima?! Isso nem ao menos faz sentido! MALDITOS ENLATADOS, ele pensou. Fazia tempo que não ouvia música no rádio porque não queria gastar a bateria do carro, mas achou prudente deixar os faróis acesos naquele lugar.
O de sempre, quem está certo?
Ao descer do carro com sua espingarda em mãos, estava andando desajeitado devido à dor e pisou no que parecia ser sujeira de cachorro. Quase xingou em voz alta, mas viu que aquilo estava seco há dias e resolveu poupar a garganta.
Um nó foi desatado.
Considerando que nenhuma luz estava acesa dentro da lojinha, poder-se-ia presumir que havia sido abandonada, mas a lâmpada sobre a bomba estava acesa e aquilo era estranho. A lâmpada era de LED. Diziam que aquilo era o futuro. Grande futuro. Siriris voavam ali. Siriris, sararás, aleluias, cupins voadores. Inseto irritante. Não vou chamar isso de aleluia. Não é um bicho louvável. Muitas siriris.
A desejada preocupação voltou :)
O tanque da caminhonete não iria se abastecer sozinho. O motorista completou e encheu um galão de reserva que trazia consigo. Era hora de entrar na lojinha e ver se tinha algo ou alguém lá. Alguém para servir um café talvez. Torcia para que essa pessoa aceitasse enlatados em troca. Malditos enlatados.
Um ou dois passos foram dados.
Ele entrou e não ouviu nada além do piso de madeira rangendo a seus pés. Demorou uns 5 minutos para encontrar um interruptor. Felizmente, uma lâmpada lá dentro funcionava. Ninguém no balcão que pudesse lhe servir café. As prateleiras estariam vazias se não fosse por uma ou outra lata de qualquer porcaria aqui e ali. Viu um fogão, um pouco de água e pó de café. Aquilo sim era estranho. Não parecia coisa de lugar abandonado. Mas o fogão não era elétrico e qualquer pessoa que tivesse levado coisas dali teria pegado todos os palitos de fósforo. Deveria ter alguma caixa no porta-luvas da caminhonete. Ele saiu pela porta da lojinha e desviou da nuvem de siriris que estava entre ele e o carro. Pegou uma caixa de fósforos e deixou a espingarda no banco.
Já sei a destinação.
Havia boatos.
Ainda não sei o caminho, mas é um começo.
Ele demorou um pouco para se lembrar de como café era feito, mas conseguiu preparar. Encontrou um dispositivo musical com um pen drive conectado. O aparelho estava funcionando então ele o ligou. Seria bom ouvir alguma música para variar um pouco. Segundo o visor do tocador, a música que começou a tocar se chamava "Where Have All The Good Times Gone?". Colocou o bule de café sobre o balcão, pegou uma caneca e deu a volta para se sentir como um cliente comum.
As msgs escondidas são os posts.
O barulho do chão estava ficando irritante. Tão irritante quanto tudo. A solidão, o barulho, os enlatados, os siriris e aquela noite de verão... fria. O frio subiu por sua perna. Algo tão gelado que foi capaz de fazer o frio atravessar sua calça jeans. Ele olhou para sua esquerda e sentiu sabor de morte. Mais tarde perceberia que o sabor era devido à mordida que deu em sua própria língua com o susto. No momento, só conseguia pensar no que estava ao seu lado. Era um animal. Um cachorro estranho. Sua cor não era normal. Ele não pertencia mais ao mundo dos vivos. Seu focinho estava próximo o suficiente da perna do motorista para que a respiração soltasse aquele ar gelado de morte. O motorista caiu do banco em que estava sentado e foi se arrastando de costas para a porta e com os olhos fixos no cão. Em vida, talvez pudesse ser apenas um cãozinho dócil, mas aquilo não era vida e seu olhar era assustador. Seus dentes eram assustadores. Tudo era assustador. Ele se arrastou o mais rápido que conseguia, mas parecia estar em câmera lenta. Talvez fosse o frio, talvez fosse o nervosismo ou talvez fosse apenas o esforço para se arrastar que tivesse causado a câimbra na perna dele. Mas aquilo foi uma bênção. A câimbra o fez chutar uma prateleira que era bem menos resistente do que aparentava. Uma lata pesada rolou e acertou o cão em cheio na cabeça. Benditos enlatados. Se ele estava morto antes, não se sabia o que estava agora. Não era uma boa ideia ficar ali esperando para saber.
Mas não nesse caso.
Ele se levantou mancando e correu o mais rápido que conseguiu para fora da lojinha, mas assim que saiu, encontrou aquele que deveria ser o dono do cachorro. Provavelmente, estava escondido atrás do estabelecimento e despertou com a música. O dono avançou para cima do motorista com velocidade bem mais rápida do que se espera de... um morto. O motorista correu através da nuvem de insetos e o morto o seguiu. O defunto não pareceu se importar com as asinhas na cara e continuou. A porta da caminhonete estava aberta e o motorista conseguiu alcançar sua espingarda. O morto estava praticamente sobre ele quando teve a cabeça estourada pelo tiro. A bala o atravessou e estourou também a lâmpada de LED. O motorista entrou na caminhonete que já estava com os faróis ligados e deu a partida o mais rápido que conseguiu para sair dali.
yarilm
Havia boatos e eles eram verdadeiros. Dizia-se que mortos andando era uma das consequências da guerra. Antigamente, as pessoas amavam zumbis em histórias de ficção. Depois passaram a deixá-los de lado. Posteriormente, voltaram a gostar de histórias sobre eles e assim se alternavam as opiniões de tempos em tempos. Provavelmente, a alternância acabaria e a opinião geral ficaria estagnada em aversão agora que os zumbis eram de verdade. O motorista estava assustado. Não tinha acreditado em nenhum desses boatos que ouvira desde a época da guerra. O que mais o incomodava é que esse não era o pior dos boatos. E todos os outros também poderiam ser verdade. Ele olhou para o lado e ficou levemente satisfeito de saber que ainda tinha a espingarda. Seu chapéu havia ficado no posto de gasolina, mas isso não o incomodava tanto. Também não se incomodava com o fato de não ter conseguido beber seu café. Não iria cair no sono tão cedo.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Esferas (Preçoverso expandido)

Ei! Eu fiz um negócio! Mas eu acabei e vi que não tinha utilidade nenhuma, por isso postei aqui pra eu não ter a completa sensação de que perdi meu tempo. É como se divide minha twittosfera.
Cara, hoje teve gosto de 2011
Ok, vamos lá. Bonisfera é todo mundo da escola. Eu estudava no Boni Consilii, daí o nome. A Maniisfera é todo mundo que eu segui por causa da Manii. A Maniisfera nasce na Bonisfera porque foi lá que eu a conheci. A Joãosfera é o João e algumas pessoas que eu segui por RT dele ou coisas do tipo. A Pollysfera é a mesma coisa, mas com a Polly ao invés do João (a Pollysfera está cada dia maior). O ponto de intersecção Polly, João e Manii é a Yolanda.  Aqueles círculos independentes são ilhas de pessoas que eu sigo e que me seguem e eu não sei bem o motivo. Talvez busca do Twitter. Boa parte das ilhas parece ter a ver com Game of Thrones, mas tem umas duas relacionadas a Jurassic Park, ó que louco.
Agora aceito a permissão negada
As esferas cinzentas são pessoas com quem eu conversava bastante mas apagaram ou não usam mais o twitter. A que sai da Bonisfera, por exemplo, é da minha amiga Thalita. Ela não estudava no Boni, mas me seguiu por um rt de uma amiga dela que estudava comigo. Por isso está lá.
Mas quero bacon mais do que nunca!
Agora... A ????sfera é uma coisa muito louca.
 A parte estranha de 2011
Uma vez eu segui um perfil do Loki. Eu achei engraçado. E por RTs, segui mais uns 4 ou 5 perfis de rp que eu achei legais. O mais bacana era um do Scott Summers. Ele era bem engraçado e conversava bem comigo até. Aí um dia ele fez follow friday e colocou meu nome lá. Então, eu comecei a seguir e ser seguido por um grupo grande de pessoas que tinha a ver com isso. Mas esse grupo é estranho porque eles têm idades variadíssimas (13-27 anos), moram em lugares diferentes (RJ, Sergipe etc), têm gostos diferentes (uns curtem Marvel, outros DC, outros DW outros eu sei lá o que) E TODOS ELES PARECEM SE CONHECER DESDE SEMPRE! E PIOR... QUANDO FALAM COMIGO, PARECE QUE EU SEMPRE FIZ PARTE DAQUILO. NÃO TENHO IDEIA DE QUEM SEJA ESSE POVO... MAS ELES SÃO MUITO PARÇA.
 Percepção, não sei do que.
E aquele pontilhado com ¬¬ é meu amigo Caio da escola que se intromente em tudo.
 QUEM ESTÁ CERTO?
É isso aí.
 É bacon mesmo
AH! A esfera cinza dentro da ????sfera é uma menina chamada Jodie que não usa o Twitter desde o começo do ano. Ela tem destaque porque foi a primeira a me seguir no follow friday do Scott.

 Gosto estranho de 2011
Cara, olha um trecho da bio da Jodie: "...não ando entrando muito aqui, mas me sigam, eu tenho um plano!"
 This happened once before
Ainda não descobri qual é o plano
 I walked into your door.
É isso aí.

domingo, 7 de abril de 2013

O Noob e a Academia

Esse é um post sobre um assunto que eu tinha pensado em comentar no Twitter, mas resolvi escrever aqui (ah é?). Percebi que se eu falasse no Twitter, ia ficar extremamente vago, como meu amigo Guigo já falou que eu faço muito. Se eu tentasse explicar bem eu iria fazer uma série de tweets realmente enorme, então...
Prestou mesmo atenção?
Bom, vi notícias sobre o filme Suor & Glória esses dias. O nome original do filme é Pain & Gain. Esse nome me fez pensar na seguinte expressão: "Tromba na massa". Sim, é horrível. "Tromba na massa" foi um bordão muito usado por moleques que estudavam comigo de 2008 a 2009, aproximadamente. Eles começaram a falar isso quando começaram a fazer academia. "Massa" se referia a massa corporal que eles pretendiam ganhar. Se divertiam bastante com aquilo, mas não conseguiam ver o quanto esse ~bordão~ soava ridiculamente mal em diversos aspectos... Eu tinha que aguentar 90% dos meninos que eu conhecia falando isso. Não era possível nem rir disso porque era legal pra eles!
Texto oculto não é a única forma de esconder coisa
Naquela época eu não via muita graça em ir pra academia. Continuo não vendo.... De qualquer forma, meus interesses poderiam se resumir em quadrinhos, Guitar Hero e MMORPGs.
O que o BG tem a ver com as letras?
Dos MMOs que eu joguei na minha vida, podem ser destacados Tibia, Ragnarok e Maple Story. Também cheguei a jogar por um curto período um jogo chamado Lost Saga. Nessa época do "Tromba na massa", acho que eu estava deixando de jogar Ragnarok e começando a jogar Maple Story. Maple Story é um jogo relativamente importante na minha relação com a internet porque foi o primeiro coiso no qual eu me cadastrei com o username "Fringon". Ó que louco. Imagina se você vai dormir sem saber disso.
AS PESSOAS ESTÃO SUMINDO
O mais notável sobre eu e MMOs é que... eu sempre fui noob em todos. TODOS. EU SEMPRE FUI MUITO RUIM EM MMO. Acho que a maior razão para isso era a minha introversão. Eu não perguntava nada pra ninguém, nem tinha facilidade pra fazer amigos ou estabelecer quaisquer tipos de relacionamento nos jogos etc. Acho que eu tinha medo que me chamassem de noob... Só agora, escrevendo isso, eu percebo o quanto isso é idiota.
E começou com o Loki, cara
Eu era mais extrovertido pessoalmente e mais introvertido online. Com o passar do tempo, a situação se inverteu. Pode-se observar que eu tenho mais amigos agora do que naquela época. Daí eu concluo que eu sou mais eficiente fazendo amigos na internet do irl. É só uma pena que eu não tenho mais tanta paciência nem tempo pra jogar MMO. Talvez eu conseguisse jogar melhor e me divertisse mais.
gibis = quadrinhos
Pelo menos, eu fiz amigos. Agora... Imagina se Pain & Gain se chamasse Tromba na Massa aqui no Brasil!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Novas Coisas Velhas

Estive relutante em postar isso aqui porque achei bem chato, mas vai assim mesmo. Só esteja avisado de que está chato, e se você quer mesmo ler...
















Mas preste atenção

quarta-feira, 20 de março de 2013

E para sempre nada vive?

Há dois títulos alternativos para esse post:
  • Como coisas acabam;
  • O último post.
O boboca estava certo.
Retas paralelas são retas que nunca se encontram. Também pode-se dizer que são retas que se encontram apenas no infinito. Tem gente que gosta de dizer que são aquelas retas que ficam de ladinho uma da outra (?). Bom, quando você escreve alguma coisa, você pode fazer paralelismos. Paralelismos estão em livros, filmes, séries de TV etc. Você já deve saber disso. O que eu pretendo fazer aqui pode parecer meio besta e sem propósito, mas eu senti a necessidade de fazer esse post porque era importante que eu não deixasse de estabelecer um determindado paralelismo. Só que ele tem um problema. As tais "duas retas" não só se encontram no infinito... como uma delas também ESTÁ NO INFINITO. Ou talvez no seu infinito.
Não, você não é o boboca.
Nesse ponto você deve ter percebido que esse post vai ser algo estranho de se ler, mas se você ainda está lendo, eu te abraçaria como forma de agradecimento se eu pudesse.
Achei que seria um triunfo.
Bom, não tenho dinheiro para pagar uma faculdade particular e a única universidade pública na qual fui aprovado no vestibular é um pouco longe da minha casa. Já comecei meu segundo ano no cursinho. Alguns professores foram trocados, por exemplo, o de redação. Nesse ano, terei aulas de redação com o professor que me dava aula de semântica no ano passado. O que importa para o que eu pensei em escrever era um tópico que foi levantado pelo professor de redação do ano passado na primeira aula que ele deu. Ele falou sobre "inspiração".
De certa forma até foi.
Ele estava contando que muita gente se sente impedida de fazer redações por não estar se sentindo inspirada no momento de escrever. Mas ele explicou que o conceito de "inspiração" foi inventado há muito tempo, na época da Revolução Francesa ou algo assim, pelos nobres. A ideia era fazer todo mundo acreditar que algumas pessoas são mais aptas a fazer arte de qualidade do que outras. Em suma, ele quis dizer que inspiração não existe.
Navio fantasma.
O que eu acho sobre isso? Eu concordo... em partes (estou percebendo que concordo em partes com muitas coisas, mas não sei se isso é bom ou ruim). Acho que até existe inspiração, mas ela não é desse jeito que as pessoas normalmente acreditam. Well, sacumé, várias coisas acontecem com você e/ou a você ou você passa um tempo pensando... aí, no final desse processo de sucessão de acontecimentos e/ou pensamentos, sua mente começa a processar tudo aquilo e te dá ideias e interpretações sobre as coisas. Acho que esse momento é que é um momento de inspiração.
Uma pergunta aparentemente interessante +
Mas a interpretação dos fatos vai mudando de pessoa pra pessoa, sabe? Quero dizer, não acontece sempre da mesma forma. Por isso todo mundo se expressa de formas diferentes. Por exemplo, às vezes alguém escreve alguma coisa e quem lê saca o propósito logo de cara, mas tem casos em que demora mais. Você mesmo não deve estar entendendo o propósito desse post que eu estou escrevendo. Os meus posts mais antigos (de uns 2 anos atrás ou mais) tinham propósitos muito claros para o leitor. Depois, eles passaram a dar impressão de que tinham um propósito específico e primário apenas para mim, mas que poderiam gerar algum tipo de reflexão ou interpretação para vocês. Atualmente.... Acho que essa parte de interpretação de vocês está muito mais distante... e eu peço desculpas por isso e te parabenizo pela sua persistência em tentar ver sentido, aplicação e identificação pessoal no que eu escrevo. Pelo menos, ninguém pode falar que eu subestimo sua inteligência.
+ pode acabar tirando o foco do que +
Antigamente, eu escrevia coisas e queria que o máximo de pessoas visse e tinha quase certeza de que iam gostar, mas hoje eu escrevo as coisas e mando para o mínimo de pessoas possível e torço apenas para que não me xinguem depois de ler....
+ realmente importa.
É. As coisas mudam. As pessoas também. Sabe, pode soar meio idiota o que vem a seguir, mas allons-y. Eu costumava pensar que talvez as pessoas não mudassem... o que mudava era minha percepção sobre elas... mas depois de um tempo abandonei essa ideia porque, se minha percepção muda e eu sou uma pessoa, querendo ou não, alguém está mudando. Quer dizer... Eu acho que sou uma pessoa (uma pessoa que está em dúvida se usa ou não letras maiúsculas depois das reticências).
Você já parou para se perguntar?
Mas aí sobra a dúvida sobre quem é que mudou. Você ou o resto? Ou será que os dois? Foi pra pior ou pra melhor? Essa última pergunta é interessante porque ela pode gerar um pouco de dor. Muita gente não gosta de mudanças e, na maioria dos casos, eu sou uma dessas pessoas. As mudanças me incomodam porque muitas vezes elas indicam o fim de alguma coisa. Pode ser alguma coisa que você torcia para que tivesse um outro direcionamento, que te levasse a algum lugar bacana (não necessariamente no sentido físico). E aí elas acabam e isso é meio triste.
Já se perguntou quem está certo?
Dessas mudanças, sobram lembranças, então você fica pensando em como as coisas poderiam ter sido feitas para que durassem mais ou para que durassem melhor. Isso leva você a overthinking e você começa a sofrer por isso e deseja ter uma máquina do tempo para acertar os direcionamentos. Para compensar o overthinking você pensa no que está confortável e agradável no momento e lembra que talvez isso não existiria se não fosse pelas mudanças. Você tenta ignorar as perguntas anteriores e só sobra a seguinte: quem é que foi o responsável pela mudança? Talvez a resposta não importe muito.
Ou o que está errado?
O que importa é que algo está mudando aqui no meu quarto. Minha mãe quer varrer aqui e ela vai me pedir ajuda para nos livrarmos de algumas coisas velhas. Vamos abrir espaço para novas coisas velhas. Essa é uma mudança que pode ser dolorosa, mas vai ter boas consequências...
Já parou pra se perguntar sobre +
Mas tem coisas que não mudam nunca, como aquela história de que
o que
Eu
realmente
Gosto
é
de
o significado de
Pular
"EURSCQ"?
Linhas.
Qual foi a pergunta?
'Nuff said.

Until plus see.

domingo, 17 de março de 2013

Are you my mummy?

Se você está lendo isso, provavelmente já me viu comparando situações a sabores e vice-versa. Caso contrário, saiba que, por um motivo que eu desconheço, eu associo situações a sabores e vice-versa. Agora posso começar a falar o que eu pretendia.

Voltou a época de chuvas + frio. Eu gosto do sabor da chuva. Quer dizer, eu gostava bastante da chuva. Não de uma maneira internética. As pessoas adotaram a mania de idolatrar coisas como bacon, café e chuva na internet de um jeito estranho... Como se mostrar que gosta fosse mais importante que gostar. Mas o fato é que eu gostava MESMO de chuva. Imagino que esse "gostava" vai fazer você pensar que eu não gosto mais. Mas a verdade é que eu não tenho ideia.

Dias como esse, de chuva + frio, têm o mesmo gosto dos meses intermediários (3 - 10, eu acho) de 2011. Essa foi uma época da qual eu gostei muito. Antes de eu falar o porquê de eu ter gostado muito, vou fazer um parágrafo com o que eu acho sobre "esperança".

Muitos acreditam que a esperança é uma maldição e causa do sofrimento humano porque ela é inútil e muitas vezes leva você a expectativas não realizadas. Isso até está certo, mas apenas em parte, eu acho. Imagine um caso em que você tenha muita esperança de que determinda coisa grandiosa aconteça a você, mas não acontece. Sim, é uma grande decepção quando essa coisa não acontece. Uma tristeza imensa, mas é uma tristeza que não apaga o fato de que você passou um dia ou vários meses feliz porque achou que algo legal ia acontecer. Sabe, na hora em que a decepção chega, você nem percebe que teve momentos maravilhosos por ter se apegado à esperança, mas esses momentos existiram... Eeeee... Também tem a possibilidade de você esperar que alguma coisa aconteça E ELA REALMENTE ACONTECER! É por isso que sou adepto e recomendo o uso moderado e calculado de esperança. Ela pode te fazer bem.[ENQUANTO EU ESCREVIA ESSE TRECHO, A STÉFANE TUITOU UM LINK PRA UM VÍDEO COM A MÚSICA "IF WE HOLD ON TOGETHER" E ISSO ESTÁ TOTALMENTE INCLUSO NO PERÍODO DE 2011 SOBRE O QUAL EU ESTOU FALANDO]

Voltando ao assunto principal, essa época mencionada de 2011 foi muito legal pra mim porque eu tinha grandes expectativas quanto a várias coisas. Muitas não aconteceram ou aconteceram de uma forma diferente da que eu queria, mas tive momentos esperançosos. Não estou querendo dizer que não tive esperança em relação a mais nada depois disso, mas os de 2011 foram realmente legais para mim. Além disso, foi o período em que passei a maior parte do tempo com a maior parte dos amigos que eu tinha (ainda sou amigo de todos eles, mas conversamos menos).

Estou com uma sensação estranha nos últimos dias. Esses são os dias da volta da chuva + frio com sabor de 03-11/2011. A sensação é estranha porque o sabor está aí, mas as situações são diferentes... É como se eu soubesse exatamente o que está para acontecer e ao mesmo tempo não soubesse.

Você querer escrever alguma coisa, querer pegar um copo d'água, pegar um agasalho ou qualquer coisa que ocupe sua mente é ter um objetivo. Objetivos podem ser essas coisas pequenas e insignificantes ou coisas grandiosas mesmo que vão repercutir por um tempo considerável na sua vida. Quando você tem objetivos, você faz coisas, e quando você faz coisas, coisas acontecem a você. Elas podem ser bem legais. Estou falando isso porque estou lembrando das coisas legais de 03-11/2011 e quero que coisas como aquelas aconteçam novamente. Como disse ali em cima sobre a esperança, não estou dizendo que não tive momentos legais depois do período em questão. É só que os últimos dias ou semanas estão me fazendo lembrar deles, especificamente, com carinho.

É bem por aí. Estou escrevendo isso porque eu acabei de fazer todos os exercícios que os professores do cursinho passaram e eu estava a fim de ocupar minha mente, ou seja, ter algum objetivo (apesar de o Objetivo não ser meu cursinho).

Se eu não ocupar minha mente, não vai acontecer nada. E se não acontecer nada, não vai acontecer nada legal. E se não acontecer nada legal, eu me sinto vazio.

Comecei a escrever isso aqui me sentindo fine e acabei me sentindo um pouco mais fyne.

Pensei em finalizar esse post com a tal If We Hold On Together, mas escolhi outra música que me faz lembrar da mesma época. Nada específico em relação à letra ou melodia ou sei lá. Mas eu ouvia bastante.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Republicação: O Mensageiro da Janela Ao Vivo

Hoje é o fim do MSN. Em homenagem a ele, republico um post que escrevi há um bom tempo em outro blog. Espero que gostem.
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"O MSN Messenger é uma coisa bem interessante. A começar pelo fato de que se chama Windows Live Messenger há um bom tempo e todos continuam chamando de MSN.

Outra coisa estranha é que deveríamos chamá-lo de Messenger, e não de MSN (ou de Windows Live, se estivéssemos errando da maneira certa). Se bem que todo mundo fala Bom Bril ao invés de palha de aço e ninguém liga.

Não estranhem o fato de eu estar reclamando de alguma coisa. São quase 2 da manhã e estou com um pouco de sono. Costumo ficar meio chato com sono.
Acho que nem estou reclamando de verdade.
Vamos parar com essas reclamações e vamos direto ao que me veio à mente quando resolvi postar isso aqui: STATUS.

Lembram dos Status antigos do MSN? Em horário de almoço, trabalhando etc. Atualmente só temos disponível, indisponível, ausente e ocupado. É aí que eu penso no que cada um significa. Vamos ver.

Disponível: Disponível
Indisponível: Não estou aqui, mas você pode me mandar uma mensagem que eu verei quando chegar.
Ocupado: Nem dá para responder, mas se for muito importante você pode falar e eu vou ver a mensagem.
Ausente: Não estou, mas deixei o MSN aberto porque se você tiver algo importante para comunicar eu vou poder ver a mensagem quando voltar.

Vocês perceberam? Esses Status do MSN são meio inúteis. Você pode mandar o que quiser para quem você quiser a qualquer hora. Qual é a diferença? Eu sei que se a pessoa está ausente ela não vai poder responder na hora, mas se ela não quiser responder ela também vai poder ignorar.

Olha que beleza. Acabei de escrever um post que não leva nada a lugar algum.

Alguém ainda lembra do ICQ?"


Originalmente publicado no dia 10/11/2011 __________________________________